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Como se posicionar nas mídias sociais e sair do anonimato [Estudo de Caso]


Entrevistas
3 de junho de 2017 •

Muitas vezes, dicas e ferramentas não servem de nada sem um método simples e claro e que gere resultados. Então, nesses momentos, é bom tentar encontrar pessoas que conseguiram usar bem tudo aquilo que você passou.

Um desses casos é justamente da Silvia Clenice, do We Together, coach especializada em estratégias de carreira e que passou recentemente por todas dificuldades de se jogar nas mídias sociais e conseguir fazer isso de maneira assertiva tendo resultados reais como fechamentos de novos clientes.

Quando ela veio até mim, sua ideia inicial era se inserir no mercado, encontrar seus cliente e sair do anonimato. Mas tudo isso começou bem antes. E nós nos conhecemos justamente porque a Silvia encontrou esse post no facebook aqui onde eu falava sobre o quanto o Coach não precisa se preocupar com aquilo que não era sua expertise, mas melhorar aquilo que já fazia bem.

Patinando em um momento de transição, tendo recentemente deixado sua carreira em uma grande empresa e partindo para o negócio de coaching, Silvia tinha todas dúvidas que surgem nesse primeiro momento. Atender, criar um processo, divulgar, montar uma estratégia de marketing digital e, ao mesmo tempo, ainda tendo que conhecer todo aparato de redes sociais, mídias digitais e trabalho online. Tudo parecia assustador.

O post no caso, tinha nascido da dúvida de um Coach em um curso de marketing digital. A ideia era entender que não era preciso encarar aquela infinidade de coisas que não são parte direta do trabalho. E no final quando não consegue fazer tudo isso, o Coach acaba ficando com aquele sentimento de frustração. E isso vai crescendo e se tornando uma bola de neve.

A ideia do texto era mostrar que o Coach só precisa ser a melhor versão dele mesmo. E se não tinha o conhecimento necessário naquele momento, que ou fosse atrás, ou buscasse um especialista no assunto para poder ajudá-lo.

E, principalmente, quando o assunto é o marketing digital, quando a pessoa não tem o conhecimento, demora muito mais tempo que o necessário para fazer tudo o que é necessário para que o público comece a enxergá-lo como a solução de seus problemas.

E ainda tem mais, a angustia de ter um planejamento mais curto, prazos menores, perceber que não será capaz de cumprir tudo isso… Todo um mar de “tecnicalidades digitais” que o coach descobre que não tem e não conseguirá obter o conhecimento necessário à tempo.

Silvia passou por isso, estava em um momento em que as pessoas já deveriam saber o que ela estava fazendo, precisava mostrar como ela poderia ajudar as pessoas com o seu conhecimento, mas, ao mesmo tempo, sabia que não conseguiria lidar com tantas ferramentas digitais.

Disso ainda nasce outro problema. Com toda velocidade da internet, existe uma impressão de que tudo acontece da noite para o dia. A rapidez das redes pode não reflete o real trabalho do profissional e tudo que ele trabalhou para chegar ali. Cada “noite para o dia” pode demorar um tempo diferente.

Existe um ciclo que as pessoas precisam passar para que aquilo dê certo. Um caminho para solidificar a confiança e fazer com que elas tirem o cartão de crédito da carteira e invistam em seu produto. Então não deve haver correria.

E para Silvia, junto com o desconhecimento das ferramentas digitais e das redes sociais, surgiram mais dois problemas, dois desafios: vídeos e Lives. Mas em todos os casos, o único jeito de conseguir fazer era fazendo e encontrando ajuda e auxílio.

No caso das Lives, foi um amor à primeira vista e as transmissões passaram a tomar conta de sua fanpage. Geralmente, são duas por semana e já somaram o incrível número de 25 lives até o momento desse post. Para ela, na Live, vendo as pessoas entrando, curtindo e cumprimentado, tudo ficou mais fácil e também prazeroso. A interação ajudou a quebrar a inibição e ela começou a se sentir confortável fazendo vídeos nesse formato.

No início, ela acreditava que fazer vídeos ia ser difícil e complicado mas com sua coragem e vontade de vencer nesse mercado, ela embarcou no desafio de fazer vídeos ao vivo pelo facebook e acabou se apaixonando por esse modelo.

Um ponto interessante quando falamos de lives no facebook é que seu conteúdo pode virar uma também utilizando para manter o seu canal do Youtube atualizado com novos vídeos. E no caso da Silvia, ela já estava com o seu cronograma de lives já montado, e tendo uma consistência semanal de criação de Lives.

Por isso, quando muita gente fala que o “conteúdo é rei”, eu digo que a consistência é a rainha. Portanto, produza e não deixe espaço vazios em sua programação.

Mas as dificuldades nunca ficarão para trás, e isso é uma lição que é preciso ter em mente. O desafio nos faz seguir em frente, o frio da barriga nos faz crescer .

É importante ainda saber que não se deve ficar refém dos números e comentários. Acredite, aquela impressão de estar postando algo e ninguém estar lendo ou aproveitando, não existe. Sempre tem alguém vendo. Sempre haverá alguém que está se inspirando por aquilo que você está produzindo, e muitas vezes você não percebe isso.

E essa ansiedade pode acabar te travando, por isso ela deve ser varrida para baixo do tapete para que isso não atrapalhe a continuidade do seu trabalho. Se tem conteúdo, se é algo que agrega valor, que faz a diferença, é tudo uma questão de relacionamento e tempo.

A primeira coisa é ter um plano para as suas mídias digitais, no início é importante focar em apenas uma mídia para que você mantenha ela sempre atualizada. Programar o seu conteúdo e, se não tiver o conhecimento, procurar parcerias e ajuda profissional. Sozinho, você vai rápido, com mais gente ao seu redor, você vai mais longe.

Dicas e ferramentas não servem de nada sem a experiência e, muitas vezes, essa experiência vem com o olhar aprofundado sobre casos onde tudo já deu certo, como no caso da Silvia Clenice. Então, se inspire e parta em busca de seu espaço.

 

 

Roberto Navarro: O Coach Financeiro revela suas dicas!


Entrevistas
8 de março de 2016 •

Roberto Navarro está entre os Coaches mais influentes e importantes do país. CEO do Instituto do Coaching Financeiro, ele já atuou como empresário durante muito tempo antes de se dedicar 100% ao Coaching. E, recentemente, fizemos uma entrevista inspiradora com ele como aquecimento para o Coaching in Rio que acontece no dia 21 de março.

Abaixo, está a entrevista completa que fiz com o Roberto junto da minha sócia-amiga Jaqueline Sales, mas, como de costume, separei os pontos principais no texto a seguir.

Entrevista com Roberto Navarro

“Eu posso viver até sem comida, mas sem Facebook não”. Essa é a relação do Roberto Navarro com a internet e a rede social. Para ele, os Coaches devem saber que essa é a melhor ferramenta de divulgação de trabalhos e visibilidade. “É ele que dá a viralização dos nossos negócios. Hoje, nós estamos com quase 90 mil seguidores no Coaching Financeiro ganhando entre oito e dez mil novos seguidores todos os meses. Nosso site está com 80 mil visitas e 300 mil visitadas todos os meses. Então, você olha assim pergunta ‘quem que traz isso?’. A internet.”, explica ele sobre o sucesso de seu negócio.

Esse motivo faz Roberto acreditar que os Coaches iniciantes não devem ter medo de investir na internet. Eles devem enxergá-la como mais uma ferramenta de trabalho. Além disso, nem todo Coaching deve ser feito pessoalmente, ainda mais com os avanços tecnológicos atuais. “Eu também sou Coachee. Dos meus Coaches, um é presencial e um é dos Estados Unidos, 100% online, só por Skype”, comenta. Todos os modos de interação com os clientes são válidos e devem ser explorados pelos Coaches. E ele ainda traz uma dica importante: “o melhor é aquele que você se adaptar”.

A experiência de Roberto Navarro em Coaching pela internet começou em 2008, quando a rede social da época era o Orkut. “Se hoje o Coaching não é tão difundido assim, imagina oito anos atrás. Então, tinha empresários que me contratavam e eu fazia um mix de Coaching, consultoria e mentoria com eles. Pegava um aqui e outro ali. Eu tinha cliente quase todo dia e cobrava 12 mil reais por um processo de 12 sessões. Mas eu queria mais! Então conheci um cara de marketing digital (na época a gente chamava de ‘web design’). Ele fez o site e comecei a divulgar no Orkut”, conta Roberto sobre sua história no mundo digital.

A estrada para o sucesso é muito mais simples que a estrada para o fracasso

Essa frase me marcou muito na entrevista. Pro Roberto Navarro, quem fracassa é aquele que não tem confiança no seu trabalho, é antiético, quer levar vantagem ou enriquecer muito rápido.

Por ser triatleta amador, ele compara o treinamento de Coaching com os atletas de alto desempenho. A mesma disciplina que você deve ter para ser medalhista é a que deve usar para investir em seu negócio: treinar duro, buscar seus sonhos, não desistir e estabelecer metas que podem ser alcançadas. E ele mostra como as metas que são aparentemente difíceis podem ser conquistadas!

“As pessoas falam pra mim que um milhão de reais é muito dinheiro. Quer ver um milhão ficar pequenininho? Vamos dividir um milhão de reais em dez anos. Estamos falando em 100 mil reais por ano. Esse 100 mil você divide por 12. Vai dar aí 9 mil por mês, mais ou menos. Sua meta não é mais um milhão, é 9 mil por mês. Esse valor, você divide por dia e dá 300 reais por dia. É uma sessão de Coaching que você tem que vender por dia para chegar no seu objetivo e se tornar milionário em 10 anos”, ensina o Roberto sobre a chave do sucesso. Nesse método, você deve dividir os objetivos em metas menores e mais fáceis de serem cumpridas, mantendo o foco no seu desejo a longo prazo.

Três dicas do Roberto Navarro para os Coaches que querem investir na internet

Aproveitei a oportunidade e pedi para o Roberto Navarro dar algumas dicas para os Coaches que querem começar a investir na internet.

Dica 1: Comece online com o que você tem em mãos

O Coach que está começando tem o hábito de seguir o exemplo dos profissionais de renome. Isso é uma atitude errada, já que os grandes nomes do mercado têm anos de experiência e um fluxo de caixa muito alto. Roberto Navarro lembra que para ser consagrado, é preciso começar de baixo.

“Minhas despesas mensais são de 100 mil por mês, só no site e redes sociais. O Coach não deve iniciar um processo sob pressão. Se você começa e já tem que pagar aluguel, secretária, internet, IPTU, enfim, 3 mil reais de despesas, você ficará apavorado para arrumar cliente para pagar aquela conta. Comece online. O [espaço] físico vai vir com o tempo, pode ficar sossegado”, tranquilizou.

Dica 2: Crie um nicho de mercado ainda não explorado

Muitos Coaches querem atirar para todos os lados porque acham que assim terão mais clientes. Essa pode ser a pior atitude a ser tomada nesse sentido. A chave para conquistar mais clientes está na segmentação do mercado e especialização em determinado assunto, como finanças, produtividade, vida pessoal, saúde, emagrecimento…

As redes sociais são uma ferramenta importante para esse processo de segmentação e criação de notoriedade em temas específicos. “Você tem que criar um avatar, uma persona pra se relacionar com esse público. E não adianta ter apenas o perfil nas redes sociais. É preciso ter uma fanpage, porque isso traz notoriedade”, declarou.

Mas os Coaches novos, principalmente, tem que ter em mente que redes sociais são canais de negócios. Fotos com bebidas alcoólicas, em festas ou muito impessoais devem ser evitadas para não perder clientes em potencial.

Dica 3: Tenha um site e seja encontrado 

Com o nicho escolhido, é preciso criar um site para agrupar os seus serviços e manter o contato maior com o público-alvo. Não se preocupe se não puder investir muito nesse passo. Existem alguns serviços online para criação de sites gratuitos ou com hospedagem bem barata.

Roberto Navarro explica que também começou com serviços como esse. “O meu site agora é lindo, mas eu pago uma fortuna para a agência. Quando eu comecei, o meu blog era de graça e eu que fazia. Eu só estou onde eu estou hoje porque comecei assim”, explicou. Com o trabalho e investimentos, as melhoras vêm. Lembre-se da primeira dica: comece com o que você tem.

Gostou dessas dicas? O Roberto Navarro vai dar muitas outras no Coaching in Rio, dia 21 de março. Ele será um dos palestrantes, junto com Rafael Albertoni, Diogo Hudson, Marcos Vaz, Ricco de Carvalho e Andréa Perez.

O CEO do Instituto do Coaching Financeiro adiantou um pouco do que irá tratar na palestra. “Eu vou apresentar as estratégias do Coach Financeiro e como a pessoa pode vencer na vida financeira. Eu não falo de dinheiro. Eu falo de riqueza e prosperidade. A riqueza está ligada ao dinheiro e a prosperidade está ligada ao todo. Não adianta eu falar só do dinheiro, eu preciso falar de como o dinheiro vai afetar a sua vida, da saúde, do amor, dos relacionamentos, toda a roda da vida que o ele afeta”.

Clique aqui e venha com a gente para o Coaching in Rio!

Gostou da entrevista?

Qual dessas dicas mais te chamaram a atenção?

Deixe um comentário aqui embaixo:

PS: O Coaching in Rio tem data marcada. Se você não quer perder, garanta sua vaga agora!

Bruno Juliani revela dicas para Coaches crescerem na internet!


Entrevistas
16 de fevereiro de 2016 •

Bruno Juliani é um Coach polêmico. Sem papas na língua e com muita atitude, ele tem revolucionado o mercado de Coaching desde que criou sua escola, a ABRACOACHING. Para ter ideia de como foi essa revolução, o Bruno estima que entre 2.500 e 3.000 já se formaram em sua escola. E eu tive a oportunidade de fazer uma ótima entrevista com ele durante o Coaching in Rio Academy.

Você pode assistir a entrevista completa no vídeo abaixo e eu também tenho um texto com os principais destaques logo abaixo! =D

Entrevista com Bruno Juliani

O seu próximo curso de Coaching não vai te ajudar a conquistar clientes.

A frase acima me marcou muito durante a entrevista. Um dos maiores erros dos Coaches apontados pelo Bruno é a busca por novas formações de Coaching, ou seja, a busca de novas ferramentas de desenvolvimento humano, mas o total esquecimento de aprender sobre como investir dinheiro, tempo e esforços para conquistar as pessoas que passarão por estes processos, ou seja, os clientes.

Como ele diz, “… A maioria dos Coaches quer pagar R$ 5 mil no próximo curso de Coaching, mas não quer pagar R$50 por mês em uma ferramenta que pode ajudar a construir sua lista de clientes”. Essa lista é o que chamamos no marketing digital de mailing list, apontada por muitos especialistas da área, inclusive por mim e pelo Bruno Juliani, como uma das melhores formas de atrair clientes. Para ele, inclusive, construir uma lista é o segredo do sucesso digital!

“Dica de ouro na internet é construir lista. É você ter um sistema automatizado de e-mail onde as pessoas podem colocar o nome e e-mail para entrar em sua lista voluntariamente. É onde você terá uma base de contatos. É fundamental que você comece rapidamente a sua lista”. Se você ainda não conhece nada sobre as listas, dá uma olhada nesse vídeo sobre como criar a primeira lista de e-mail no Mailchimp.

Porém, não basta criar uma lista de e-mail e não trazer as pessoas para dentro dela. Você precisa fazer com que seu público esteja cada vez mais interessado no que tem a dizer. Quanto mais as pessoas se encantam com o que diz, mais elas entram para sua lista. E isso, consequentemente, aumenta as suas chances de vender o seu serviço de Coaching. Então, preste atenção nessa importante dica do Bruno Juliani:

O grande Q da questão é você entregar o ouro, por mais que o coaching seja você não usar o conhecimento a serviço do cliente. Para você se posicionar na internet e conseguir a atenção, você precisa oferecer algo. Você deve dar dicas diárias e, quanto mais valiosas forem as dicas que você dá, maiores são as chances de começar a construir uma autoridade e as pessoas começarem a te reconhecer como um especialista naquele assunto. No emagrecimento, por exemplo, você pode dar dicas de dietas saudáveis, rotinas de exercício etc.

Quanto mais você não esconder o ouro, mais essas pessoas vão gostar de você. E se as dicas que você dá derem resultados, quem essa pessoa vai contratar quando precisar do serviço? Você!

E tome muito cuidado com isso! Como o Bruno Juliani lembrou muito bem, boa parte dos Coaches caem numa armadilha que dificulta muito a sua divulgação. Ao invés de ensinar mais sobre o mercado que estão atuando, eles desejam educar o seu cliente sobre o que é Coaching. Uma armadilha terrível que pode te fazer perder muitos clientes. “Ninguém está na internet para aprender o que é Coaching. As pessoas querem solucionar problemas. Quando você for se divulgar, você deve saber quem você quer ajudar e com que problema você quer ajudar”, explica o fundador da ABRACOACHING.

Um exemplo dado pelo próprio Bruno é o Coach de emagrecimento. Ele não deve se posicionar ensinando o poder do Coach de emagrecimento. Pelo contrário, deve ensinar as pessoas como terem vidas mais saudáveis. E o Coach pode se posicionar de diferentes formas, como ajudar pessoas a emagrecer, melhorar o relacionamento, encontrar uma carreira que dê mais prazer e satisfação, ter um relacionamento mais conectado, se livrar das dívidas, aprender investir, crescer seus negócios, ser um melhor líder etc.

Olhando tudo isso, fica muito mais fácil entender aquela frase do Bruno Juliani que destaquei logo no começo do texto. E o mais legal de tudo é que essa não é apenas uma frase impactante para atrair pessoas. É resultado da própria experiência do Bruno com o Coaching. Dá uma olhada no que ele diz sobre sua trajetória profissional:

Quando comecei a fazer as formações lá em 2010, eu não entendia porque meus colegas não conseguiam vender seus projetos. É claro que eu sabia o que funcionava e não funcionava do que estava aprendendo, mas meus colegas não acreditavam em mim. Por que acreditariam no cara que estava ali fazendo o mesmo curso que eles ao invés de acreditarem nos professores? […]. Mais importante do que você saber desenvolver pessoas, é saber encontrar quem você quer desenvolver. Não adianta você saber desenvolver, ter um conjunto de ferramentas, um batcinto de dar inveja no Batman, se você não tiver quem desenvolver.

Eu conheço Coaches com bagagens de ferramentas bem menor que conseguem atrair seus clientes e desenvolvê-los com aquelas ferramentas. Esse Coach consegue ultrapassar o outro que tem mais capacidade em ferramentas.

Com essa ideia, eu comecei a mostrar aos Coaches que eles são uma empresa de um homem só. O Coach é formado para ser operacional, mas, se ele quer viver de Coaching, precisa entender que é uma empresa de uma pessoa só. Precisa ser o financeiro, o marketing, a secretária e o operacional. Porém, o operacional seria a última parte da cadeia, e o Coach acredita que é a única parte importante. É como uma empresa que melhora sua produção, mas tem zero vendedores e zero clientes.

A internet além do marketing digital para Coaches

Como eu disse logo que comecei o texto, o Bruno Juliani é um cara polêmico. E isso faz com que tantas pessoas adorem seu trabalho. Ele é uma pessoa que quebra paradigmas e desconstrói tudo aquilo que consideramos certo. Enquanto os Coaches tinham uma postura mais fechada e formal, ele veio todo descontraído, com seu jeito politicamente incorreto, se posicionando politicamente e falando suas opiniões, que, segundo ele mesmo, podem ser brutais, mas são sinceras. Isso fez com que uma parte do mercado de Coaching o amasse e a outra o odiasse, mas sabe qual a dica dele? Não concentre seus esforços em quem está te criticando, preste mais atenção naqueles que estão te olhando com bons olhos e apoiando seu trabalho.

E durante nossa conversa, ele falou uma coisa que ainda não está clara para a maior parte dos Coaches brasileiros. Você pode e deve usar a internet para atrair clientes e se posicionar, mas também pode usá-la para atender pessoas a quilômetros de distância. Segundo o Bruno, “o Brasil é o único lugar do mundo em que o Coach tem a ideia limitante de que o Coaching deve ser presencial. O Coaching surgiu nos EUA para ser feito pelo telefone. ”

Hoje em dia, nós temos diferentes plataformas digitais que podem auxiliar com isso e ser muito mais fácil, e barato, do que pelo telefone, como o Skype. Precisamos acabar com essa crença limitante de que o Coaching é um processo visível. “O Coaching pelo telefone ou Skype funciona tão bem, ou até melhor, do que o presencial”, diz o Bruno.

Ufa! O Bruno Juliani deu muitas dicas realmente úteis para os Coaches que ainda não estão usando todo o poder e as ferramentas digitais para atrairem seus clientes, mas, além disso, ele também entregou uma dica importantíssima do que você não deve fazer!

O que pode derrubar a reputação de um Coach é ele não entregar o que promete. Na minha opinião, a integridade é um valor a ser muito levado a sério na internet. Se você falar na internet que vai ser uma palestra muito exclusiva e tem vaga para dez pessoas, o cliente chega lá e tem 20, começa a derrubar a reputação.

Usar falsa escassez, falsa urgência, não recompensar de forma justa um parceiro. Essas pequenas coisas destroem a credibilidade.

E, claro, você fingir o que não é. Você criar uma embalagem e atrair o público errado. Isso vai queimar seu filme! Se você é mais de luz, abraçar árvore, energia e espiritualidade, não tem problema porque tem centenas de milhares de pessoas que vão gostar de você.

Como não gostar de todas essas dicas do Bruno Juliani? Eu adorei… E você?

Gostou da entrevista?

O que achou dessas valiosas dicas?

Deixe seu comentário aqui embaixo para me ajudar nas próximas entrevistas: